A matéria é sobre os preparativos de torcidas organizadas em Resende para os jogos do Campeonato Carioca, entrevistei um líder de torcida do Resende e outro do Flamengo. Em seguida retornei para o serviço e fiquei até às 17h. Minha editora-chefe me dispensou de retornar no dia seguinte, porém me pediu que atualizasse o site do jornal em tempo real, e isso estive fazendo até por volta de 17h.
Também estou aproveitando o dia de hoje para falar que esta semana voltei a escrever meu segundo livro, que momentaneamente tem o título de “Terra da Garoa, Coisa do Passado”. Finalizei mais um capítulo, e estou chegando ao clímax da história. Já havia digitado uma vez em dezembro. O livro é uma continuidade de “Argélia 2022”, mas a história acontece no ano 2000, quando o jogador de futebol Vassallo ainda era o meia Francesco.
Da mesma forma que me inspirei em Albertini para fazer o Vassallo, também tenho outro personagem inspirado em outro ídolo que tenho, este mais recente. Um dos protagonistas é um puxador de samba-enredo (ou intérprete, como o saudoso Jamelão preferia ser chamado) que se vê envolvido em uma situação embaraçosa da qual não teve nenhuma culpa.
Seu nome é Tibério Sabiá e ele foi inspirado no Royce do Cavaco (foto ao lado), maior intérprete em atividade de Sampa desde os anos 80. Ele se assemelha ao sambista em vários aspectos, exceto no uso de chapéu nos shows e no cavanhaque que o personagem prefere deixar no rosto, coisas que o Royce habitualmente não faz. Enquanto não vê um samba-enredo de sua composição campeão na escola de samba onde foi criado, Tibério e sua comunidade têm que enfrentar dificuldades de adaptação a dias de neve incomuns para a Paulicéia.As nevadas que acontecem na capital paulista são frutos de vingança de uma feiticeira amiga do futebolista, furiosa ao saber que ele faltou à sua festa de aniversário. Dentro do livro, existem cinco diferentes protagonistas, divididos em quatro núcleos de histórias.
Quase uma novela, não? Depois que li uma reportagem na net sobre a produção de novelas, há quem dissesse que a queda na audiência se deve às telenovelas ter muitos personagens e os autores não darem conta do recado. Em certo ponto concordo, já que o autor fica mais concentrado nos personagens principais e esquece de dar um final de destaque para os outros, inclusive os deixando de fora dos últimos capítulos, como em “A Favorita”, quando o deputado Romildo Rosa (Milton Gonçalves, na foto) fez a última aparição no começo da semana.Esta novela tinha tudo para ter maior audiência na reta final, mas o vazamento de informações impediu que ela ultrapassasse os 48 pontos no Ibope em Sampa. Em seu início pensei em boicotar a trama, uma vez que ela fez confusão nos telespectadores ao ter definido quem seria a vilã apenas um mês depois, e eu não admiti que a Flora pudesse exercer tal papel, já que a Donatela apresentava uma probabilidade maior. Isso também foi culpa também de quem vazou as informações, pois nenhuma delas poderia não ter matado o empresário Marcelo Fontini.
Isso tudo me levou a refletir: será que “Terra da Garoa” não está virando uma novela? Será que isso não vai afetar o final reservado a cada um dos personagens do meu novo romance? É o que terei que estar pensando nas próximas vezes em que for escrever os capítulos. No próximo post, falarei mais sobre este segundo romance que estou escrevendo. Fui!!!

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