sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Vai começar a festa


Olá amigos! Estou escrevendo direto de meu local de trabalho em Resende para avisar que hoje é o primeiro dia de carnaval por aqui (foto). E com a mudança de governo, a folia promete ser nos próximos anos diferente do que o resendense já viu nesses últimos 12 anos. Por enquanto, não deu para oferecer grandes opções ao folião que mora na cidade e ainda prefere passar os cinco dias da festa profana em outros municípios como Rio de Janeiro e Quatis.

É bem verdade que Resende viveu melhores momentos durante o carnaval. Em décadas anteriores surgiram blocos de embalo e enredo, além das escolas de samba, como Alto dos Passos e Unidos de Nova Liberdade. Nas décadas de 80 e 90, as agremiações recebiam para desfilar e eram mais fortes, inclusive fizeram história na Avenida Rita Ferreira da Rocha (Beira Rio). Mas neste período mais recente, observei que tudo isso regrediu com algumas administrações que preferiram trabalhar com o que é mais rentável e que fosse menos custoso, e então atrações com duração perene, como os trios elétricos, tiveram prioridade.

Minha folia ficará este ano reduzida a duas cidades, Resende e Barra Mansa, mas acompanharei pela TV os desfiles de Rio e Sampa, com prioridade para Portela e Nenê de Vila Matilde, respectivamente. Por aqui, pretendo desfilar pelo bloco Saudade Não Tem Idade e pelo Resende Frevo e em Barra Mansa pela escola de samba Império de Saudade. Hoje ainda ensaiarei por minha agremiação.


INSPIRAÇÃO PARA ESCREVER LIVRO
A entrada de Royce do Cavaco (foto) no sambódromo do Anhembi para dar início ao desfile da Nenê me inspirou a escrever um trecho do livro “Terra da Garoa”, mesmo que cronologicamente isso demore a acontecer. No livro, Sampa se recupera de uma nevasca e promove uma partida de futebol profissional e amistosa entre São Paulo e Palmeiras. No decorrer do jogo, a torcida e os jogadores poderão se deparar com uma surpresa, que contarei somente no livro. Estarei com um notebook na mão digitando enquanto acompanharei atenciosamente tudo pela TV.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Carnaval só no interior


Olá amigos! Estou de volta depois de uma semana de muita festa. Terminarei passando o carnaval sem ter ido uma vez sequer ao Rio ou a Sampa para ver os ensaios de Nenê ou Portela, por imprevistos que eu considero bobos, mas importantes para outras pessoas, como a visita de um familiar. Ou apenas boatos, como o do roubo na casa da Érica, que trabalha em minha casa.

Por conta disso, decidi que para o próximo ano de folias tomarei atitudes mais drásticas para não ficar perdendo todas as oportunidades de me divertir. Uma delas é continuar fazendo muitas amizades, principalmente com paulistanos, já que isso me dificulta na hora de visitar meu amigo sambista. E continuar em contato com um tio meu no Rio de Janeiro. Mesmo assim é bom ressaltar que imprevistos acontecem, mas em excesso podem prejudicar muito o emocional de uma pessoa. E prevenir é melhor do que remediar.

Uma das idéias que tive para não perder atrativos em 2010 será me tornar ritmista de uma agremiação paulistana, ainda que não seja uma tarefa das mais fáceis, o plano B neste caso seria juntar minhas economias para comprar uma fantasia e participar de outra ala com uma amiga que também é fã do Royce e com quem teclo há um ano aproximadamente. Para compensar a perda do pré-carnaval, combinamos de assisitir a um show do artista da próxima vez que eu aparecer por lá, ainda este ano.

Uma das idéias estou desenvolvendo a partir dessa semana, comparecendo aos ensaios de minha escola de samba, a Império de Saudade, em Barra Mansa, sempre que possível. Devido à demora na entrega da verba - que também é escassa -, à falta de um espaço coberto para ensaios, sem falar das chuvas típicas da época, quase não conseguimos ensaiar e estamos correndo atrás do tempo perdido.


Enquanto alguns dão um duro e chegam a madrugar no barracão improvisado na associação de moradores do bairro (foto acima), outros aproveitam para passar a letra do samba e para ensaiar a bateria (foto seguinte), que é o meu caso. Sou tamborinista da agremiação há três anos e participarei de meu quarto carnaval desfilando em uma escola de samba. O primeiro dia pra valer dos ensaios teve esporro de pai de mestre de bateria, que ensinou alguns segredos das baterias cariocas e paulistanas, o que pode me ajudar futuramente. Depois de segunda, retorno aos ensaios só na quinta, um dia antes de começar o carnaval. Mais tarde volto para falar sobre outros assuntos. Fui!!!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Uma nova fisioterapeuta no pedaço


Olá amigos! Hoje é um grande dia de festa, mas ainda não é carnaval. Na verdade são as festividades de formatura da minha irmã Leize (foto acima). Mas o clima de festa começou no dia 5, com a chegada dos meus tios João Luiz e Cristina, que me ajudaram na decoração do Lions Club de Miracema para o lançamento de meu livro, e de meus primos Vanessa, Vivianne e João Victor. Minha avó Thereza já encontrava-se em minha casa desde o dia 19 de janeiro.

Assim que cheguei em casa, cumprimentei todos e convidei-os para irmos ao ensaio da escola de samba Império de Saudade. Meia hora mais tarde, lá estavam eles para ver a batucada inicial de nossa bateria, que somente nesse dia começou a ensaiar para o desfile de domingo de carnaval. Os integrantes puderam conhecer meus tios, minha prima Vanessa e minha irmã. E meus parentes tiveram a oportunidade de me ver tocar tamborim na bateria da escola.

Para mim, o dia da colação de grau foi de trabalho. Aproveitei para ir a Itatiaia fazer uma entrevista com uma professora e artista plástica da cidade que já trabalhou com carnavalescos como Fernando Pamplona e Rosa Magalhães e os ajudou nos preparativos das fantasias e alegorias nos carnavais da década de 70 no Rio de Janeiro. Há 30 anos, trocou a agitação dos barracões cariocas pelo sossego da turística Penedo e nesses últimos dias está trabalhando com um equipe formada por 20 pessoas no Espaço das Artes, atrás do Fórum da cidade.

Depois de chegar à redação do jornal e de deixar parte do meu trabalho já concluído, terminei meus trabalhos e fui à casa da editora do jornal para tomar um banho e me arrumar para a colação de grau. Antes fui fazer minha unha, uma vez que não pude voltar a Barra Mansa para ir à casa da Mercedes. Em seguida peguei um ônibus e fui para a rodoviária para esperar o pessoal. Como houve um acidente no caminho, tive tempo de fazer um lanche antes de ir.

COLAÇÃO DE GRAU
Um acidente na Dutra. Este foi o motivo que fez atrasar em uma hora e meia o início da colação de grau da formatura da Leize, que aconteceu no auditório da Aman (e não o Teatro, que é mais espaçoso). O culto ecumênico que seria realizado acabou não acontecendo por esse motivo. Eu e minha família nos encontramos na rodoviária Graal conforme o combinado e nos dirigimos à Aman. Fizemos muitas fotos da formanda com os professores e colegas, mas minha câmera digital não conseguiu focalizar bem na hora da cerimônia, uma vez que o palco estava mal iluminado. Portanto, apenas as fotos em família, colegas e professores ficaram boas.

Várias pessoas da família estiveram presentes na cerimônia, que entre os alunos que discursaram estava a própria Leize, na homenagem aos pais ausentes. Depois pegamos a Dutra novamente, mas com muita cautela devido a uma forte pancada de chuva que caiu durante o evento. Após o encerramento, quase todo mundo (com exceção da vó Thereza) foi para o Gaia Grill, em Barra Mansa, curtir um rodízio de carne. E ficamos até umas duas da manhã.





BAILE DE FORMATURA
Na manhã seguinte, o tempo nada parecia com o ocorrido à noite. Foi um dia ensolarado e muito quente, na parte da manhã fui à rua comprar o esmalte de unhas que precisava, pois sou alérgica e não posso usar qualquer marca, apenas Colorama. Pedi para que a minha manicure passasse o purpurinado por cima do preto e fazer a unha do meu pé também com purpurina.

Mais tarde arrumei meu cabelo com uma cabeleireira, a intenção era fazer uns cachinhos, mas não deu muito certo porque os cachos não se fixaram. E na parte da noite já estávamos na festa. Muitas fotos, mas não pude fotografar a hora da valsa, pois os fotógrafos profissionais queriam exclusividade e ainda por cima cismei de comer um crepe de banana com canela que demorou a beça para sair. Também...tinha uma fila quilométrica.

Depois da valsa, uma surpresa: além de bacharel, minha irmã ficou noiva (acima). O Vinícius pediu a mão dela em casamento para minha mãe, e todo o povo naquela expectativa que teve o ápice na hora do pedido. A festa correu bem, com muito funk e axé, os ritmos que a turma adora. Mas terminou mal, pois um conhecido da colega da minha irmã estava bêbado e fora de si e começou a arrumar confusão. Ele quase machuca o pai da menina. Chegamos em casa quase seis da manhã. No domingo, acordei tarde e fiquei em casa com meus tios, que foram embora na terça-feira, mas antes assistimos a um filme: "Se Eu Fosse Você 2". Mais tarde voltamos a conversar. Fui!!!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Poderia ter sido pior...

Olá amigos! Este final de semana poderia ter sido o pior de todos para mim caso eu não tivesse recorrido ao passeio conhecido por minha mãe como "bater perna". Do contrário, acabaria virando um purgante, já que deu tudo errado no planejamento do passeio que faria a Sampa. O problema começou ainda na noite de sexta-feira, quando soube que Érica teve que sair às pressas e voltar para casa, já que alguém havia entrado em sua casa para roubar. Depois não tive notícias da amiga paulistana que iria comigo ao sambódromo, ela me contou mais tarde que um sogro de sua sobrinha faleceu e que ela recebera os sobrinhos-netos em casa.

Mesmo não prometendo que iria, ela compareceu ao ensaio, mas passou mal e teve que ficar no carro de som, pertinho do Royce (os dois na foto). Que inveja!!! Enquanto isso, aproveitei para conhecer um compositor de samba-enredo, um intérprete, dois diretores sociais, um mestre de bateria e até uma presidente de agremiação. Literalmente não fiquei em casa, senão o bicho pegava. Mas não desisti do passeio, já que poderei rever meu amigo sambista em 14 de fevereiro, no último ensaio técnico da Nenê de Vila Matilde.

Resultado disso tudo é que fui a um lançamento de samba-enredo do bloco carnavalesco barramansense Império da Banda G, no Minas Esporte Clube no domingo, dia 1º de fevereiro. E o samba ficou a cara dos integrantes, muitos deles do grupo GLBT. Vi gays, uma lésbica (ritmista do bloco e que também toca tamborim, como eu) e uns três ou quatro travecos, mas não cheguei a conversar com nenhum deles.

PRIMEIRA EXPERIÊNCIA NOS GRAMADOS
Pela primeira vez, no dia 28 de janeiro, tive a oportunidade de cobrir uma partida de futebol, ainda que minha editora tivesse me pego de surpresa e me pedido para fazer a matéria da partida entre Resende e Cabofriense. Saí toda perdida da redação, pois o único momento que tive para pautar melhor as perguntas a serem feitas foram aproveitados para almoçar e escovar os dentes. Dessa forma, tive que ir sozinha e a pé, já atrasada, levando uma autorização para a Ferj me liberar para fazer fotos.

Cheguei lá, me cadastrei e comecei a tirar muitas fotos como essa que ilustra esse texto de blog (acima, com falta cometida contra um jogaddor do Resende). Ao mesmo tempo fui apurando os depoimentos de jogadores e treinadores para uma matéria que mais tarde entraria na edição de sexta-feira, dia 30. Na ocasião já havia entrevistado até o Viola para uma matéria especial (na foto, de chapéu, tirada pela colega Lúcia Pires). Só que isso também teve um preço: atrasei meu trabalho no jornal e ainda ficou faltando informações para complementar na hora, mas tive uma ajuda preciosa de um colega de profissão para conseguir ao menos os números das camisas dos jogadores.

TERMINANDO DE LER UMA HISTÓRIA NOVELÍSTICA
Na segunda-feira, dia 26, terminei de ler o livro "Selva de Pedra", da coleção Grandes Novelas,da Editora Globo. Era um desejo meu conhecer a história escrita por Janete Clair e que virou novela duas vezes, em 1972 (foto de divulgação da TV Globo) e 1986. Na verdade, tenho planos de mais para a frente lançar um livro inspirado na história do humilde Cris Vilhena e da talentosa Simone Marques sobrevivendo na selva de pedra carioca. Mas a trama passaria do lado paulista, já que um dos amigos do personagem inspirado em Cris seria Tibério Sabiá. Mas isso é apenas uma idéia. E por hoje é só. Fui!!!