Olá amigos, depois de uma semana estou repleta de novidades sobre a folia deste ano. Algumas coisas não saíram da forma que eu imaginava e outras deram certo. De sexta-feira, dia 20, até terça-feira, dia 24, vários eventos mexeram com minha cabeça e contarei todos tintim por tintim.
A IMAGEM NÃO APARECEU NA TV

Sexta-feira (dia 20) – Saí do trabalho direto para o ensaio de minha escola de samba em Barra Mansa, porém, não houve ensaio ao contrário do dia anterior, quando treinamos o ritmo do samba-enredo da agremiação, cujo tema foi a fábrica de sonhos. Ao chegar em casa, o desfile das escolas de samba paulistanas já estava passando na TV, com o desfile da Unidos do Peruche. Como não saí para pular carnaval, decidi me poupar para assistir na manhã do dia seguinte ao desfile da Nenê de Vila Matilde, minha escola paulistana preferida.
Tomei um banho, jantei e fui dormir ainda passando o desfile da Rosas de Ouro. Acordei com o da Mancha Verde, mas decidi colocar o relógio para despertar no horário certo. E ainda consegui sonhar com o exato momento em que meu ídolo sambista começava a conduzir um samba na avenida. Ao despertar novamente, me preparei para pegar o notebook e digitar um trecho do meu livro “Terra da Garoa”, enquanto assistia ao desfile da Nenê, às 6h30 da manhã.
Como sempre, Royce do Cavaco (na foto acima, de Raul Machado, no carro de som) arrasou e agradou, enquanto a escola se concentrou de forma desastrosa, com uma alegoria com problemas de eixo e outra que teve um boneco com o braço quebrado, havia brigas com empurradores de alegorias e com destaque que não quis entrar no carro para desfilar. Além disso, a própria emissora de TV que transmitiu o desfile identificou meu ídolo na hora errada: ele não apareceu na imagem quando o crédito com seu nome foi divulgado.
Mesmo com todos os problemas, o desfile terminou antes do tempo-limite, mas a escola já é candidata a descer para o Acesso mesmo antes da apuração.
UM FIGURAÇA NO BARRACÃO

Sábado (dia 21) – Mal deu tempo para descansar. Depois que terminou o desfile da Nenê, comecei a me arrumar para trabalhar, neste carnaval não tive folga em nenhum dos dias. Primeiro fui fazer minha unha na manicure e em seguida peguei o ônibus para Resende. Ao chegar, atualizei o site com notícias em tempo real e à tarde saí para fazer reportagem sobre uma matinê em uma escola no bairro Santo Amaro, onde três alunas quiseram tirar fotos comigo. Inclusive a foto acima foi tirada por uma delas. Até passista mirim tinha na festa. Demorei umas duas horas e só saí de lá após telefonema da editora Ana Lúcia me avisando que o Resende estava classificado para a final da Taça Guanabara. Na redação, digitei uma matéria pequena sobre a matinê para o site e voltei para casa.
Anteriormente havia prometido que participaria de dois blocos em Resende: o Resende Frevo e o Saudade Não Tem Idade, mas por causa da minha escola de samba não pude. Porém, fui à toa, pois a mestre de bateria e mais uns seis integrantes da bateria foram desfilar em um bloco de Volta Redonda. Mas o que me chamou a atenção no barracão naquele dia foi uma figura estranhíssima, um cara alcoólatra, se achando o “cantor” da vez. Uns colegas meus de bateria colocaram a letra do samba para ele cantar, e o maluco disse que iria cantar do jeito dele. Aí foi um tal de “hello hello” pra lá, “hello hello” pra cá ao som dos surdos de marcação. Não agüentei e quase morri de rir na calçada. Ao chegar em casa, encontrei minha mãe assistindo ao segundo dia de desfiles em Sampa. Decidi dormir cedo, pois tive que trabalhar mais tarde.
O GRANDE DIA DOS DESFILES


Domingo (dia 22) – Levantei cedo e embarquei rumo à Itatiaia, onde aconteceu o desfile de um bloco nas ruas dos bairros Jardim Itatiaia e Campo Alegre, na verdade uma Caminhada Ecológica, principal destaque das atrações do carnaval de Itatiaia (Ecofolia 2009, primeira foto acima) que levou cerca de 500 pessoas a desfilar com abadas, adereços e alegorias feitas de material reciclável. Pude ver pessoas conhecidas como o prefeito Luiz Carlos Ypê e o irmão da Tirza Tayná, uma jovem escritora de Itatiaia, Thiago Neves (favor não confundir com o jogador tricolor).
Depois de encerrar a apuração da matéria, voltei para casa e editei a matéria no site. Almocei e voltei para o barracão para pegar minha fantasia e desfilar mais tarde no Parque da Cidade, a contrário do que a mestre de bateria havia dito, também não houve ensaio e fui embora. Cheguei em casa, me arrumei e coloquei a fantasia para tirar uma foto (logo acima) e fui junto com minha mãe para o local do desfile. Ficamos discutindo por causa da bolsa do tamborim, mas no fim deu tudo certo.
O desfile foi tranqüilo, pois já havia afinado meu tamborim e não precisei de ficar igual a uma desesperada pedindo para afinar. O desfile começou por volta de 20h30 e durou aproximadamente meia hora. Ao chegar, porém, fui colocar meu celular para carregar e dei por falta dele. No entanto, desconfiei de tê-lo esquecido no barracão, pois a última vez que eu havia notícias dele foi na hora de experimentar a fantasia e aí tive que atender uma colega. Isso originou o esquecimento. Como já estava tarde, pedi ao presidente da escola – usando o celular de minha mãe – que guardasse meu telefone caso alguém o encontrasse.
JOANA TETÉIA NO JORNAL E O DIA DA PORTELA

Segunda-feira (dia 23) – Depois de ver vagamente os desfiles de domingo para segunda na TV, e de dormir, me arrumei para ir mais cedo ao trabalho. Dessa forma, aproveitei para realizar uma entrevista com varredores de rua logo que cheguei ao trabalho. Mas o ônibus chegou tarde em relação ao horário que eu planejava estar em Resende.
Mais tarde, aconteceu em Resende o tradicional Bloco das Piranhas, com homens vestidos de mulher e vice-versa. Ao contrário de outros anos, a festa parece não ter registrado nenhum caso policial. Em vez disso, nos reservou uma surpresa divertida. Ao sair da redação para fazer uma outra matéria, me deparei com meu colega João Carlos, acompanhado dos filhos e da esposa, vestido de piranha. A Joana Tetéia foi visitar a gente. João estava todo bobo com a fantasia. Com o encerramento do meu horário de trabalho, fui embora e ao chegar em Barra Mansa, a primeira coisa que eu fiz foi procurar por meu celular indo ao barracão da Império de Saudade, e para minha felicidade, me disseram que haviam encontrado meu precioso instrumento de comunicação.
Mais tarde, me preparei para descansar um pouco e acordei para ver o desfile da Portela. Ao contrário do que aconteceu com a Nenê, a Portela me passou uma tranqüilidade fora do comum. A escola desfilou sem nenhum problema de evolução ou harmonia, tanto que a cogitei como uma das candidatas ao título no Rio.
CONHECI O IRMÃO DO NEGUINHO

Terça-feira (dia 24) – Fui convidada para dormir na casa de minha colega Thaísa, que mora em Resende, para que eu possa ver o Nêgo, irmão do Neguinho da Beija-Flor e intérprete do Império Serrano. Durante o dia inteiro, comecei a adiantar o trabalho de diagramação o jornal, além de fazer uma matéria completa sobre o balanço do carnaval. Para que eu não me atrasasse para ir à casa de minha colega para depois acompanhar a cobertura do último dia de carnaval em Resende, tentei agilizar meu serviço, mas a chuva forte que caiu nesse dia e a apuração do carnaval paulistano me atrapalharam um pouco.
Uma coisa era certa: a Nenê foi rebaixada para o Grupo de Acesso junto com a Peruche (a campeã foi a Mocidade Alegre, a mesma que tinha uma rainha de bateria que tocava tamborim). Naquela hora, a ansiedade subiu à minha cabeça: e agora, como vou desfilar ano que vem? Planejava desfilar na bateria da escola e agora terei que esperar 2011? Isso terei que ver ao longo de 2009. No entanto, consegui sair de lá antes das 20h e me encontrei com a Thaísa no Bob’s, mesmo debaixo de chuva. E por causa dela, quase não fui ver o Nego. Mas graças a uma matéria que deixei para fazer neste dia e não havia conseguido também por causa do mau tempo, tivemos que voltar horas mais tarde ao Centro de Resende.
Inicialmente fui para fazer uma matéria sobre o trabalho dos ambulantes sem tendas para vender seus produtos, e em seguida tive a oportunidade de conversar brevemente com o intérprete carioca, o terceiro que conheço pessoalmente, depois de Dominguinhos do Estácio e Royce do Cavaco. Na hora da foto, porém, o cara me abraçou com vontade. E continuou no palco cantando enquanto eu e minha colega fomos embora para a casa dela.
Além do que aconteceu nesses dias, outros fatos ocorreram fora desse período, já na quarta-feira de cinzas, dia 25, sendo o que mais chamou a atenção o campeonato do Salgueiro, que quebrou a incômoda seqüência de campeonatos da Beija-Flor. E minha Portela por pouco não passou a escola nilopolitana para trás, ficando em terceiro. Todas deram o ar da graça no sábado das campeãs, que foi ontem, dia 28 de fevereiro. E em Barra Mansa o mesmo resultado do ano pasasdo: a campeã foi a Boa Sorte, e a Império ficou em terceiro. Bem, agora acabou o que era doce, aos poucos tomarei minha rotina normal, voltarei a divulgar meu livro, escrever o outro... Por hoje é só. Fui!!!