Olá amigos! Fiquei quase duas semanas sem escrever neste blog, confesso que tive um certo desestímulo principalmente por causa de meu quinto fracasso em ver meu ídolo paulistano, mas também pela complexidade dos temas que poderia abordar do dia 3 até hoje, desde o meu passeio em Sampa (que não se concretizou por causa de um acidente com a minha amiga que mora na capital) até o relato de meu último final de semana.
Portanto, fiquei com muita coisa para contar. A começar pelo plantão do primeiro final de semana deste mês. Minha editora havia informado que nesta ocasião, quem ficasse no plantão faria uma reportagem especial sobre o IV Dia da Noiva, evento que aconteceu no Ciman, em Resende, no último dia 5. E assim, tive a oportunidade de visitar a feira, que oferecia vários serviços para quem pretende se casar, do vestido de noiva à decoração da casa. Boa parte das informações que apurei consegui publicar em minha matéria que saiu na última edição do jornal, no dia 10. Mas outras acabaram ficando do lado de fora devido a falta de espaço na matéria.
É o caso de um curso que é feito pela Igreja Católica com os casais que se preparam para o matrimônio no prazo de um ano. Conforme entrevista que realizei com os responsáveis pelo curso, os noivos só poderão se casar na igreja munidos do documento que comprova a participação deles. Neste período, que dura aproximadamente um mês, eles assistem a palestras com religiosos e profissionais da saúde, que falam sobre a importância do planejamento familiar, do relacionamento a dois, entre outros assuntos. Fiquei praticamente uma hora conversando com meus entrevistados.
Nesse dia, saí muito tarde de Resende, e cheguei por volta de 21h30 em casa. o legal da feira foi que ganhei uma revista especializada em casamentos, feita em Volta Redonda, município que concentra 90% das empresas que trabalham com casamentos e que estiveram presentes ao evento.

ELA COMPLETARIA 18 ANOS
Se no último dia 6 ela estivesse viva, completaria 18 anos. Estou falando de minha antiga mascote quadrúpede, a gata siamesa Luiza. Nascida em 6 de abril de 1991, ela veio ao mundo no tempo em que eu só queria ver novelas na TV e quase fui reprovada na quinta série do Ensino Fundamental. Só para se ter idéia, mesmo que não tivesse noção do que os humanos fizeram durante todo esse tempo, ela "vivenciou" eventos familiares, entre eles todas as minhas formaturas e quase todas as da Leize, além da formatura de minha mãe no curso de Geografia; o nascimento de dois sobrinhos e das duas filhas de minha empregada; e a morte de meu amado pai.
Neste período, foram realizadas cinco copas do mundo de futebol e quatro olimpíadas, ocorreram tragédias como o de 11 de setembro de 2001, tive em dois cantores brasileiros e um jogador de futebol italiano meus maiores ídolos e quatro presidentes governaram o Brasil. Luiza nasceu em Barra Mansa, no bairro Vila Coringa, e foi adotada por minha mãe dois meses depois, atendendo a um desejo nosso de domesticar um animal de estimação em definitivo. Antes dela, todos os animais que domesticamos eram abandonados, doados para outras pessoas ou sumiam de casa.
Ela era mais apegada à minha irmã, e adorava dormir na cama. Sempre foi muito carinhosa com todos, mas também gostava de morder a gente para chamar a atenção. Luiza morreu ano passado, no dia 21 de janeiro, vítima de câncer, aos 16 anos. No entanto, receosa de ver minha mãe sofrer uma piora nas crises depressivas desde a morte de meu pai, decidi adotar outra gatinha siamesa e levei para casa uma mestiça chamada Brida, no dia 15 de novembro de 2007, dois meses antes da morte da Luiza. Mas Lulu é Lulu, e ela será tão insubistituível quanto meu pai.
DIA DO JORNALISTA
No dia seguinte ao do aniversário de nascimento da Luiza, foi comemorado o dia do jornalista. Mas em minha profissão tive pouco o que comemorar, já que trabalhei muito para garantir o fechamento de uma das edições. O jornalista é um profissional que infelizmente em nossa região é mal pago, seu piso salarial é considerado baixo se compararmos com profissionais de praças como Rio e Sampa. Por isso me decidi: se eu tiver que trabalhar como jornalista em outro lugar eu optarei por uma dessas duas cidades ou por um emprego em que eu ganhe melhor.

A SEMANA SANTA
A princípio passaria a Páscoa em Sampa, pois queria ter assistido a um show do meu "sampista". Mas um acidente com o pé e a unha de um dos dedos de minha amiga Aninha adiaram mais uma vez nossos planos. Melhor para minha mãe, que como sempre foi contra esse passeio, pelo menos se eu for sozinha. Mas como não encontro ninguém disponível ou em condições, terei que insistir em cada chance que eu tiver, não vou deixar de ver aquele que até agora foi meu único ídolo-amigo por causa de caprichos ou de dificuldades. Enquanto isso, apenas comemorei a data comendo ovo de chocolate da Pucca (que veio com uma canequinha) e tendo que rir para não chorar de uma situação como a que eu vivenciei no dia: minha mãe tirando pose com uma nota de cem reais que eu dei como garantia de pagamento de contas. Eu fui "premiada" duas vezes, minha mãe nunca. Por isso o motivo da euforia.
MAIS UM TRECHO ESCRITO
Também aproveitei o feriado para escrever meu livro "Terra da Garoa". A história caminha para a metade, e ainda reserva surpresas e entrada de personagens cruciais para a resolução do problema encontrado na trama. Ainda vou precisar de realizar algumas tarefas, como entrar em contato com um meteorologista e uma moça paulistana que foi morar na Europa, para que eu consiga mesclar na dose certa a fantasia, a ficção e a realidade que a obra proporciona. Por enquanto é só. Fui!!!

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